"...Esporte ajuda no desenvolvimento emocional!
Por
meio da prática de uma atividade física a criança
aprende a lidar com a frustração, a perda e o espírito
de cooperação. Praticar esportes não faz bem apenas
para a saúde física da criança. O hábito ajuda também
na construção do aspecto psicológico dela. Os pais se
preocupam com o gasto de energia. Mas o conteúdo
emocional do esporte é muito importante. Os esportes
coletivos trabalham a interação da criança com
companheiros da mesma idade e contribuem para o
desenvolvimento do espírito de cooperação – afinal, um
time só consegue vencer quando todos colaboram.
A
possibilidade de perder – realidade que faz parte do
jogo – impele a criança a lidar com a frustração. É um
aprendizado social. Por meio do esporte, é possível
conhecer estratégias para enfrentar a vida. Dentro do
contexto familiar, o filho se sente protegido e está
sempre ganhando. Na fase pré-escolar, a criança é
bastante egocêntrica e acredita ser o centro das
atenções. Realizar algo em grupo ajuda a trabalhar o
egocentrismo. Saber enfrentar a frustração não é tarefa
exclusiva da criança. Os pais devem respeitar a
modalidade esportiva escolhida e não impor determinado
esporte que eles próprios gostariam de fazer. A atividade
tem de ser prazerosa. E isso está diretamente ligado à
liberdade de escolha. Outro ponto fundamental em relação
aos pais é o momento da derrota. São os adultos
que devem procurar dar a real dimensão da perda. Nem minimizar
nem enfatizar demais os erros. E jamais depreciar o filho por
causa do resultado.
Determinado
esporte pode se tornar altamente negativo se a criança
decidir abandoná-lo ou escolher outro por ter receio de
perder. Não há nenhum esporte mais benéfico para o
crescimento pessoal. O que existe são características
diferentes entre esportes coletivos e individuais. A natação
permite, por exemplo, trabalhar o autocontrole, a iniciativa e
a superação de obstáculos. O judô pode
contribuir para o desenvolvimento da coragem, da garra e do controle
emocional. Nos esportes individuais, a responsabilidade é
toda da criança. O resultado é conseqüência
do que ela conseguiu realizar sozinha. Os êxitos podem contribuir
para o aumento da auto-estima e da autoconfiança. E os
fracassos tendem a levar a uma situação oposta.
Individualmente, uma derrota pode ser muito dolorida. Por
isso, é recomendável que esses esportes sejam
praticados de forma competitiva por volta dos 11 anos
apenas, quando a criança já tem melhor estrutura
emocional.
Muitas
empresas atualmente utilizam-se dos conceitos acima citados
para analisarem seus funcionários. Promovem festas de
confraternização onde alguns esportes serão praticados,
e os funcionários colocados em situações de disputa,
que refletem os aspectos acima citados, que podem ser
de grande valia para a avaliação do mesmo.
Por Marcio Lima..."
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